quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Eu sou...

Eu sou... Eu...
Sincera, espontanea, feliz...
Eu sou... Eu...
Transparente, por vezes chocante,
ou ópaca, por vezes súbtil...
Eu sou... Eu...
Ousada o suficiente para sentir, expressar e viver
todo o fogo da paixão...
ou por vezes...
Eu sou... Eu...
Quieta no tempo e no espaço,
tranquila e em silêncio... no meu silêncio...
Eu sou... Eu...
Corajosa para admitir que nada faz sentido e começar de novo...
Fechar as portas e abrir as janelas... apreciar o vento...
Eu sou... Eu...
Receosa, ao ponto de me aleijar por receio desse ventinho
que encoraja e trás as mudanças...
Eu sou... Eu...
Feliz por ser quem sou...
Eu sou... Eu...
Uma menina- mulher,
que se expressa, se ri e brinca,
nas ondas da vida...
Eu sou... Eu...
Aquela que muitos vêem...
mas tão poucos alcançam na sua plenitude.
Eu sou... Eu...
Misteriosa o quanto baste para que tentem lá chegar...
Eu sou... Eu...
Aquela que vês,
e a outra que só verás se também a sentires com os olhos da tua alma...

Intervalo...

É dificil pedir um intervalo,
entre as páginas que viram e viram
da nossa própria vida.
É dificil tentar controlar o nosso destino
e não saber se iremos pelo caminho certo.
Mas secalhar é mesmo isto que dá intensidade
e ânimo á vida que vivemos.
Talvez seja esta sensação de dúvida, risco, desafio...
que fazem das nossas alegrias algo realmente belo!
Rir é bom, porque nos permite o tal descanso,
o tal intervalo...
Para regressarmos mais fortes á nossa aprendizagem.

Tempos

O tempo é das coisas mais vazias e cheias
de tudo e de nada...
Mas quando damos tempo ao próprio tempo
ele é capaz de grandes feitos em nós e á nossa volta...
Para isso temos que aprender a esperar,
e não por nada nem por ninguém,
apenas esperar que o belo do tempo passe e traga com ele
o conhecimento do desconhecido até então...
Ai sorriremos e olharemos para o tempo passado,
vivido e sentido por nós e descobriremos
finalmente que estamos diferentes.
Estamos presentes na nossa própria vida,
somos parte integrante e fundamental nela.
Somos antes de mais e de tudo quem decide
por que esperar e por quem esperar.
E se temos a capacidade de fazer isto
por tudo e por todos,
então temos mesmo que conseguir fazê-lo por nós mesmos...
Esperar por nós próprios...
E para nós temos que ter todo o tempo!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Fluir

Queremos agarrar o mundo,
deixar de esperar e fazer...
Quem tem sede de viver normalmente age assim...
Detesta esperar, um dia é muito tempo,
meu Deus! uma semana um castigo!!
Calma. Eu também sou assim e por isso escrevo e descrevo
o que sou e sinto.
Ajo por impulso... cada vez menos é certo,
mas actuo, nunca deixo de fazer algo só porque sim.
Mas cada vez mais percebo e realizo
que deixar fluir é o mais sensato...
Não é deixar andar, isso não,
porque quem sabe de mim sou eu,
e o que quero sou eu que construo.
É deixar fluir...
Saber esperar...
Viver o aqui e o agora...
Não ter medo de desejar, de mudar, de fazer por isso...
Ir á luta sim, mas com a certeza de quem sabe que
aconteça o que acontecer vai ganhar sempre alguma coisa.
Os medos derrubam-nos ainda antes da primeira batalha...
As inseguranças fragilizam-nos perante qualquer adversário...
E nesta luta da vida, que são dois dias,
á que rir, brincar e amar...
com tudo o que isso implicar.
Deixa fluir, liberta os receios,
diz adeus ao que não te faz feliz...
Tu és Tu!
O Aqui e o Agora são teus e de mais ninguém.
Aproveita-os e vive-os Hoje.
Deixa Fluir...

Que Pena...

Tenho pena, muita pena
de todos aqueles que não sabem
apreciar o que a vida lhes dá...
Pena de quem não sabe rir,
sem motivos aparentes...
Pena de quem não sabe chorar,
simplesmente porque sim, para limpar a alma...
Pena de quem não se dá a conhecer,
porque se pode magoar, mas não interessa se magóa.
Pena de quem vive por viver,
de quem está só por estar...
Pena de quem no fim do dia,
mesmo acompanhado está sozinho...
Pena de quem colecciona pessoas,
como se fossem selos e não percebe
que ao contrário dos últimos que sempre lá ficarão,
as pessoas partem...
Não são coleccionáveis.
Pena de quem tem medos, receios
mais do que loucura e desejos em si...
Pena de quem não arrisca,
e deixa que os tais medos assumam o comando da sua vida.
Pena de quem pensa tão longe
que deixa de viver o presente...
Pena de quem sobrevive com condições para viver.
Tenho simplesmente pena de ter pena
destas tristes pessoas!!